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Equilíbrios

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Pular ondas amarelinhas sementes de pinhas na boca de um conde é fonte que não é rinha é ponte entre montes fecunda e marinha.
Pular ondas temporizadas é ato falho no mato das caladas é livre poema sem culpa sem vão letras de músicas faladas risco nas veias da contramão lavandas sempre pausadas.
Pular ondas tradicionalmente canta profundo eternamente celebra a vida de pontos enraizados é verso lavado na areia da mente ceia que sente e consome seus dados ornados de amor simplesmente.
Pular ondas monossilábicas só ouvindo música metálica sentindo pulos da natureza nuvem coesa em arábica infinita mesa dançando pureza semente clareza metalinguística.
Pular ondas ritmadas só deixando onda ir ondulada cachos sabem suas pontas gris passas águas salgadas sem ordem e gritos vis libertas palavras. - Iatamyra Rocha 

Dobraduras

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Foto e arte: meu arquivo pessoal. Iatamyra Rocha Page Facebook Iatamyra
Dobras no papel
risos nos riscos da esquina
embebidos no mel
entre as pernas da menina.

Pungente essas bandeiras
clementes ceias ao pão
ainda sente as tonteiras
ao pico de água e sabão.

Vida louca, vida breve
ainda nos ouvidos serenos
com pás de areias leves
nas veias anti venenos.

Não disse aquele grito
riachos são lama até o gozo
diacho! kiss salvou os ritos
a fé andava dentro do poço.

E agora Maria,José,Sofia,André
o que dizer dos rocks and rolls
dois cubos de pura maré
amar é on the gols.

Todo gigante dorme
na ignorância pré-estabelecida
desencadeando maquina fome
num celeiro sem comida.

E Chico amou Renata
que não amou Elis
que amou o que mata
mas a deixou feliz.

Enredo de escola de samba
sou bamba na brasilidade
danço na corda bamba
equilibrando minha verdade.

Fome de que?de quem?
libras, livras,livros me livram
a mercê,merci no orificiú de ninguém
na paz nem as lombrigas brigam.

E vou de origami
nervuras bem dobradas
não sou nenhum Kami
apenas ha…

Minuetos

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Apreciar arte é ter simples apreço avaliar as linhas em parte verso de curvas sem preço. A beleza é o movimento das cores,das telas e do amor flores e impressões do momento atemporais no pincel do pintor. A cadeira é a pausa precisa do olhar perspectivas oriundas da história obtendo contra ponto de se encantar vista de pontos da memória. Van Gogh e Gauguin na poesia magia de tintas e vidas impressas na luz traçados únicos de tantos mares que havia amarelos nos tons que brilha a cruz. Nessa época reflete a palavra ao sentir todas introspecções reflexo no intimo da alma impulso novo aos corações. - Iatamyra Rocha  "Acredito cada vez mais que não se deve julgar o bom Deus por esse mundo, pois foi um estudo dele que saiu errado." - Vincent Van Gogh

Digitais

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Há riscos na palavra
grafias inexatas de cordas
faltam pulsos digitais
formas nas bordas
desemboque livre aos gritos
a mudez roeu e o nu navega
nega, nega que tua cor pula abismos
a raça canta total lirismo
e a rata comeu o que a gata perdeu
não é só cinismos, é nadismos
feitos de águas claras nos olhos
óleos perfumados de mar
porão e esgotos lenhados nas costas
cheiros de sal e bosta
hóstia sagrada dos caminhos
pão amassado com os pés
dados jogados ao revés
djabos não vestem pratas fundidas
só pradas fudidas tolas ralés
há o pássaro e a garganta
ele corta rasante as linhas e canta
aço na rinha espanta
assim é o riscado quadrado sem oito
grades perduradas coito afoito
fôlego métrico sem mapas
tapas pelas chinchilas mortas
hortas de haxixe a lá Bangu
rio abaixo e rio acima
Piracemas no Pirarucu
porque te quero verso
no reverso construído de amor
e a palavra vale a pronuncia
despida de toda dor.
- Iatamyra Rocha

Carta
Meu caro amigo, estou cansada de tentar fazer o correto; tudo me desalinh…

"Manoel de Barros" o menino passarinho

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Há hoje na língua
uma saudade que voa
lagoa do mar
cantos de florEstá
sons de ninar
um passarinho
que desenhou palavras
cultivou o ninho
acarinhou o ar
Manoel de Barros
nome poético
sopro divino
eterno menino
poética amar.
- Iatamyra Rocha 








Nerdestinos

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Na mata 
percebe-se o cheiro
bicho selvagem
na aragem
sempre inteiro.

Alta floresta
de vertentes ao mar
veios de trigo
na terra e no ar.

Canto nas ceias
sereias de passos livres
clareiras certeiras
de flores e estirpes.

Vento de curvas
libidinosas
ângulos de claras chuvas
sempre charmosas.

Ser tons de sertão
pura poesia
nobre coração
sons de Maria e de joão.

Serafinas não desafinam
desafiam o fio do tempo
tecendo todo momento
essas meninas do vento.

Corredeiras de asas
casas amáveis
águas de sal
saudáveis frutas no quintal.

Amor no ventre
presente vida
parida guarida
florescida.

Cantas sabedoria
poema cântaros
dia todo de magia
cama e areia
ideologia.

Renascimento
na mente semente
do universo
sacramento
ultimo verso.
- Iatamyra Rocha 


"Não sou a mulher que corta os pulsos e se joga da janela  nem aquela que abre o gás nem mesmo a loba que entra no rio com os bolsos cheios de pedra.
Sou todas elas." - Marize Castro








Papel de pão

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Ao som de sepultura
sepulto cadernos mortos
frases de tortura atravessada
páginas sujas de gozo ao nada
loucura essa forca que acha força
miséria nos olhos é caviar
neguinho desce do morro
só pra luxar e dar
o que nem tinha era de outro
e ganhou nessa porrinha
aporrinhação é lucro e toco
sou amor e tó na minha
o vento levou e arrastou
feito arrastão no mar
e que mar de sexo
na maré das meias
sereias feitas de sal
e tal e coisa e total
inteira e verdade
em bronze fatal
nas placas das praças
e estátuas de petróleo
óleo é água
e não misturam a grana
mas a gana também sofre
essa mente urbana
fingindo subway suburbanes
pra todo freguês
no caos das diferenças
que nem difere o joio que é o trigo
nos zoios dos outros
aqui eu tenho pimenta e dou de graça
bota no cú quem quer
achar que isso é só pirraça
não sou palhaça e nem tenho circo
só armo o pau que quero
só amo se for num sincero
e tapas só de ouvir falar
no Chile se masca
e no México é libre também
mas tó falando de receitas
e não é federal sou onça
e minha pele anda em Museus
no…

Sintam as plumas

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"O prazer e a dor"- Leonardo Da Vinci
Podemos usar plumas e todo veneno serpenteia tateia pleno na teia da rocha.

Ondas vão no vão onde a areia brilha o céu na crosta que desliza a cinza caudalosa.


É assim o esqueleto rasteja a estrutura na altura do gueto da árvore frondosa.

Corre e morre túnel acima do cimo e assim percorre toda torre do sino.
Congruente na lauda conclui os tempos e sente o sagrado enfada o calado.
Noigandres ele fala e freguês perfuma a flor e de cor colore a cor andes e esse grande céu se for.

Verso e uno o universo sou eu, é teu e meu complexo o confesso o amor também morreu.
E de braços abertos renasceu a serpente indiferente cantou: "O demente invejou o céu doente sem natureza é dor."

Instinto é gema clara se lapidando do bruto tinto ofertando o vinho na vara o extinto não valha eu sinto.


Simples essa poesia tá no ar, no mar, é amor de tão livre não fingia suporta e tudo vê na elegia. - Iatamyra Rocha  "As palavras têm canto e plumagem."- João Guimarães Rosa.

Sobre buscas

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A boca pede
a língua aquosa
deseja
gulosa
do espinho
a rosa.

Os olhos
erguem pontes
as palavras
sobem montes.

A odisseia
busca o elo
especial
das especiarias
que sobem 
o litoral.

Mar a dentro
ar sem vento
noite e dia
todo o tempo.

arrepia
arredia
vida e melodia
sempre poesia.

E de novo a boca
sedenta
aguenta
os versos
atenta.

E tenta o caminho
a descoberta
do ninho
de aves despertas.
- Iatamyra Rocha 

"Infinitamente belo, insuportavelmente efêmero." - Rubem Alves

Bússulas

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No corpo
só o vermelho
do escuro
gosto.

Toda raiz
e seu verso
plausível
de folhas.

No tempo
das bolhas
a escrita
dormia.

Toda a palavra
caia
em gotas de orvalho
diluídas
no papel.

Penso
que amar
não é só.
É o todo
molecular.

Plural
de línguas
mortas
amorfas
de uso.

Verbo
e diagramas
em crescente
fuso.

Não nado
por fruto
da força
mas forço
e ouço.

Mar
acima
perfuro
nuvens.
- Iatamyra Rocha

"Assovia o vento dentro de mim.Estou despido.Dono de nada,dono de ninguém,nem mesmo dono de minhas certezas,sou minha cara contra o vento,a contravento,e sou o vento que bate na minha cara." - Eduardo Galeano