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Mostrando postagens de Abril, 2017

Encontros

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Caprichosa subiu as meias até o meio das coxas e resolveu desafiar o olhar anguloso jeitosa de tudo saiu meia coxa de encontro ao osso
Sabia que ao dobrar a esquina as pernas iriam tremular antecipando o gozo de se fazer estar ali de frente face ao desconhecido indiferente ao vestido de poá
Adiantou a vontade e enquanto caia a tarde deu mais um passo alheio a tanta saudade flutuava feito vento no tempo que arde
A espera validava o giro que a terra lhe causara tantos desatinos em questão findara a quebrar o coração agora nas mãos um pássaro que voara sem direção
Estava diante da próxima rua de muros verdes a boca seca e com alguma sede denunciava a ansiedade na verdade o encontro era uma esfera de tranquilidade
Fazia coro ao peito a música que o eleito lhe cantara

Colunas

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Enterrem seus mortos! Diziam palavras numa coluna seguidas de ocas paredes, e ocre calçada pintada á carvão não queria esta tarde não ouvia a distante poesia abria com minhas próprias mãos o vermelho que caia servia apenas como aquela coluna fria, inerte, silenciosa queria de verdade entre o peito profunda rosa mas, a muito a secura do caule; o furo dos espinhos tinham a arrancado
De que serviam as palavras sepultadas? se nos versos mais escuros não existiam nada, além daquele poema sustentando o telhado, além de te dizer daquele amor amado repito os mesmos gestos dos antigos poetas não sofro aquela métrica fria, finjo apenas o que esvazia pego ainda no ar fingindo saltar algumas partes vazias mas, é de amor inteiro toda minha poesia
Hoje acordei algumas dores preciso delas, assim como à me compor sou delas e não as tenho pela metade sou parte inteira dessa carne, que arde agarro num abraço, este aço que corta este maço que transporta meu sangue a lugar secreto o mar….um mar….que segredo na língua

e por…