Avesso



Sou do mundo
Esmiuçando a minha poesia
Sou o raso e o fundo
A prática e a teoria.

Ando pelas palavras
Em claustro de sentimentos
Ora livre,ora escrava
Desatando meus conceitos.

Me revisto e desarmo
Atiro fogo na expressão
Lanço métricas e escárnio
Sou poesia na contramão.

Vivo do meu avesso
E sobras me interessam
Sou o meu contexto
Vida e obra que se mescla.

E revestida para o ocaso
Ao avesso,sem me ver
Corro pelas palavras
E não esqueço de você.
®IatamyraRocha



[Imagem :Dânae- Gustav Klimt]

Comentários

Marcio Nicolau disse…
e aqui encontro outra poesia que me revira do avesso!

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