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Nerdestinos

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Civone Medeiros - Véu em solo - Casa de Taipa - Fotografia: Flavio Aquino / Clique na foto. Na mata  percebe-se o cheiro bicho selvagem na aragem sempre inteiro. Alta floresta de vertentes ao mar veios de trigo na terra e no ar. Canto nas ceias sereias de passos livres clareiras certeiras de flores e estirpes. Vento de curvas libidinosas ângulos de claras chuvas sempre charmosas. Ser tons de sertão pura poesia nobre coração sons de Maria e de joão. Serafinas não desafinam desafiam o fio do tempo tecendo todo momento essas meninas do vento. Corredeiras de asas casas amáveis águas de sal saudáveis frutas no quintal. Amor no ventre presente vida parida guarida florescida. Cantas sabedoria poema cântaros dia todo de magia cama e areia ideologia. Renascimento na mente semente do universo sacramento ultimo verso. - Iatamyra Rocha  "Não sou a mulher que corta os pulsos e se joga da janela  nem aquela que abre o gás...

Papel de pão

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Ao som de sepultura sepulto cadernos mortos frases de tortura atravessada páginas sujas de gozo ao nada loucura essa forca que acha força miséria nos olhos é caviar neguinho desce do morro só pra luxar e dar o que nem tinha era de outro e ganhou nessa porrinha aporrinhação é lucro e toco sou amor e tó na minha o vento levou e arrastou feito arrastão no mar e que mar de sexo na maré das meias sereias feitas de sal e tal e coisa e total inteira e verdade em bronze fatal nas placas das praças e estátuas de petróleo óleo é água e não misturam a grana mas a gana também sofre essa mente urbana fingindo subway suburbanes pra todo freguês no caos das diferenças que nem difere o joio que é o trigo nos zoios dos outros aqui eu tenho pimenta e dou de graça bota no cú quem quer achar que isso é só pirraça não sou palhaça e nem tenho circo só armo o pau que quero só amo se for num sincero e tapas só de ouvir falar no Chile se masca e no México é libre tamb...

Sintam as plumas

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"O prazer e a dor"- Leonardo Da Vinci Podemos usar plumas e todo veneno serpenteia tateia pleno na teia da rocha. Ondas vão no vão onde a areia brilha o céu na crosta que desliza a cinza caudalosa. É assim o esqueleto rasteja a estrutura na altura do gueto da árvore frondosa. Corre e morre túnel acima do cimo e assim percorre toda torre do sino. Congruente na lauda conclui os tempos e sente o sagrado enfada o calado. Noigandres ele fala e freguês perfuma a flor e de cor colore a cor andes e esse grande céu se for. Verso e uno o universo sou eu, é teu e meu complexo o confesso o amor também morreu. E de braços abertos renasceu a serpente indiferente cantou: "O demente invejou o céu doente sem natureza é dor." Instinto é gema clara se lapidando do bruto tinto ofertando o vinho na vara o extinto não valha eu sinto. Simples essa poesia tá no ar, no mar, é amor de t...

Sobre buscas

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A boca pede a língua aquosa deseja gulosa do espinho a rosa. Os olhos erguem pontes as palavras sobem montes. A odisseia busca o elo especial das especiarias que sobem  o litoral. Mar a dentro ar sem vento noite e dia todo o tempo. arrepia arredia vida e melodia sempre poesia. E de novo a boca sedenta aguenta os versos atenta. E tenta o caminho a descoberta do ninho de aves despertas. - Iatamyra Rocha  " Infinitamente belo, insuportavelmente efêmero." - Rubem Alves  

Bússulas

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No corpo só o vermelho do escuro gosto. Toda raiz e seu verso plausível de folhas. No tempo das bolhas a escrita dormia. Toda a palavra caia em gotas de orvalho diluídas no papel. Penso que amar não é só. É o todo molecular. Plural de línguas mortas amorfas de uso. Verbo e diagramas em crescente fuso. Não nado por fruto da força mas forço e ouço. Mar acima perfuro nuvens. - Iatamyra Rocha "Assovia o vento dentro de mim.Estou despido.Dono de nada,dono de ninguém,nem mesmo dono de minhas certezas,sou minha cara contra o vento,a contravento,e sou o vento que bate na minha cara." - Eduardo Galeano  

Texturas

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Adentro de mim não sufoco o grito contorno o côncavo no meu rito. Arremato texturas no fiar do verso massa móvel e denso ereto. Porosa a pétala absorve o tom do espinho e sangra o gozo meu linho. Divago toda nervura que me sucumbe ao elo que funde. - Iatamyra Rocha "Não se nasce mulher: torna-se." - Simone de Beauvoir

Kase

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Tenho versões verões de chuva pousado nas palavras. Umidez rangendo ossos calando a pele ressecada. Pulsos que cantam entre mares. toda a tempestade de ter na liberdade vales. Meço a intensidade a partir dos contornos. Na voz que a cordas frequências do eco. Toda a natureza compõe na flor sua asa. Selvagem de ego sublime de céu. Cortes que no tempo sangram voos. Conscientes do pouso. - Iatamyra Rocha "Concordo co D. Quixote: o meu repouso é a batalha." - Pablo Picasso