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Correntezas

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Tela de Assis Costa Artista Potiguar. Sinto-me corrente fluída nos tornozelos aço na língua até os dentes e uma tez branco gelo.   Bola de ferro arrastando o verso no papel seda do cata-vento escrevo dobraduras no dorso na agrura do bom tempo.   Faz sol entre as pálpebras fecho os olhos e atrevo o mundo risco estrelas nas vísceras nesgas de mar profundo.   Diria que as trevas são fecundas afundar o pé no mangue é ouvir o alimento que submerge e inunda até o sangue.   Não é uma carta que escrevo nem um pensamento que me ocorre é chão morte céu e trevo que em mim escorre.   A poesia pode cantar infernos coletando flores nunca sentidas atravessar sem asas todo inverno sem voos suicidas.   Poemas sem datas ou nomes simples beleza no caos ainda presente naquele velho homem Adão Neanderthal.   O pecado açoita o pecador no limite entre o sonho e o espírito alado dentro está o ...

Insight Infinito

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Estou iluminada de sombras... Obscura e brilhante... Como num poço fétido , No crepúsculo... Me sinto impregnada, De falsos pudores... Apedrejada em, Castelos de cartas... A desmoronar... Nua em um circo, De horrores... Me depreciando... Fodendo com o inimigo, E me permitindo, A orgasmos sem fim... Metaforizando minha, Outra existência, Gritando sem que ressoe, Eco... Sangrando em meus, Estigmas... Meu orgulho sob, Meus pés... Efêmero momento, De duração eterna, Ante meus olhos... A me enxergar, Sem me vé.. Instante cruel... De uma crise, Existencial... Insanidade e lúcidez, Permeando minha estrada.. Insight infinito... Impresso em mim, Corroendo o nada... No limbo de minha jornada. ®IatamyraRocha