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Poesia noturna

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Era madrugada Quando abri o livro Todas as janelas davam para o nada Silêncio e abismo Só uns breves ruídos de porta Pisos em falso na madeira Riscos de botas Nas beiras E eu No intervalo do corredor Tendo nas mãos um prego E apenas um tambor Entre as cortinas O apelo dos corpos Som das esquinas E copos vazios A vontade que tinha Era de me atirar Do fio na linha de fogo Na divisória entre o elo e o logro Num cio Eu Matéria inflame Toquei teu verso Refiz meu nome Te vi ali Nos campos de trigo Matando a fome Sendo homem De uma mulher. - Iatamyra Rocha "Se há alguma coisa sagrada,é o corpo humano.' - Walt Whitman

Poesia & voz

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Na memória À máquina Rosa negra São poemas autorais, visitem meu canal no YouTube! - Iatamyra Rocha

Círculos

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                                         Quang Đăng & Hoàng Yến Círculos Circulo com as mãos Seus desenhos A perna Na esquerda permite Seu rosto Aquarela faço com os lábios Seus sorrisos Meus laços Teu   gosto A quantos poemas Te canto Tantos versos Tatos..prantos Há uma ciência Que toca todas as partes O solo..os céus Ardem   Frágeis partituras Carne..músculos Procuras Teu poema Apenas circula Olhos nos olhos E silêncios Quando a música Toca os espelhos Tudo reflete O ritmo dos sentidos. - Iatamyra Rocha  " A Lua Morena (fragmentos). * * *          O amor não morre,          o amor não cansa, ...

Poemas: Fênix e Versos metafisicos

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Grafite na escadaria do hotel Rifóles em Natal RN Brasil       Fênix                                               Devia te falar Singelamente do delicado branco Da pausa Dessa flor Aberta de pedras Da asa Deveria passar O passado À limpo a casa Mas A vírgula transborda O presente escancara A porta A pauta Esses versos Desmascara o meu amor Confesso Devia passar a régua Nesse refrão A conta paga Á água O pão Havia palavra Agora além dessa poesia Há o cinza das vias Restos de fênix Geografias Há mais beleza no bolor Das mesas Filosofias Devia não te amar Mas antes da vírgula passar O mar depositou Areias. - Iatamyra Rocha    ...

Prelúdios

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Minha coluna escorrega Com teus apelos Antes de mármore Descansava lápide Lábios turvos Portes e zelos Imóvel transcendia os campos Cobertos de lírios e girassóis Ansiava a volta Com suas armas polidas Suas mãos rudes A tocar minha fria altura Ferida sem voz Há tempos voava teu rumo Andava entre povos Cortando a fio um vento sem prumo saudava tuas lembranças traçando cada ponto da minha estrutura desde criança te via um em cada rosto desejo pressuposto que ali estava e me atava nesse poema feita a terra,fogo e penas rasgando o solo fértil da última chuva Vou aos poucos cedendo Permeável a tua vontade Na rigidez das luas Deito um mar de fim tarde Minhas águas nas tuas Nesses dias de longe se ouvia Duas linhas no horizonte Firmes contornos de poesia. - Iatamyra Rocha  "A mulher deve escrever sobre si própria e lev...