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Meu jeitinho brasileiro

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Tó no jeito Bem brasileiro Só não peito Esse tal de dinheiro Sobe a bolsa Acima do teto E eu grifando trouxa De capital aberto. Ontem fui na feira Era um tal de rito Na geral inteira Pra ver são Benedito. Então tó radical Minha mãe é que dizia: Estude. E eu só levava pau Era in formal de atitude. E no jeito Tó quebrando tudo Causa do efeito Global no mundo.   O profundo votem bem Na real dentro da urna É só cara de pau que têm Fundo pra fazer fortuna. Sou mãe de universitários Mas não ralei em Brasília Meus filhos não são otários E nem aquela bolha é ilha. Tó ciente da fronteira no jeitinho que USA Sou mãe brasileira E onde aperta eu sei. Brasil escreve com S A gente não dormiu Vê se o esplêndido cresce e sai do 22 de abril. Aqui não cola boi de formol A gente é feito de arroz e feijão É vida de gado de sol a sol Mas com liberdade de coração. Terra das oportunidades Ver...

Singelezas

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Apenas amo até sem amar canto a gota da chuva até cair no mar. Apenas clamo meu amor inflamo meu peito do espinho a flor. Apenas simples paz brancuras da vida me vão e vai. - Iatamyra Rocha  "Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa Com janelas de aurora e árvores no quintal- Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores E ao crepúsculo fiquem cinzentas como a roupa dos pescadores." - Manoel de Barros 

Correntezas

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Tela de Assis Costa Artista Potiguar. Sinto-me corrente fluída nos tornozelos aço na língua até os dentes e uma tez branco gelo.   Bola de ferro arrastando o verso no papel seda do cata-vento escrevo dobraduras no dorso na agrura do bom tempo.   Faz sol entre as pálpebras fecho os olhos e atrevo o mundo risco estrelas nas vísceras nesgas de mar profundo.   Diria que as trevas são fecundas afundar o pé no mangue é ouvir o alimento que submerge e inunda até o sangue.   Não é uma carta que escrevo nem um pensamento que me ocorre é chão morte céu e trevo que em mim escorre.   A poesia pode cantar infernos coletando flores nunca sentidas atravessar sem asas todo inverno sem voos suicidas.   Poemas sem datas ou nomes simples beleza no caos ainda presente naquele velho homem Adão Neanderthal.   O pecado açoita o pecador no limite entre o sonho e o espírito alado dentro está o ...

Interiores

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Mais sobre a Artista Ully Flôres No adorno do caminho aonde dá pé? onde as flores tecem o linho? quem dera saber, só tenho fé. Caminho meu pensamento ora apressado, às vezes lento paro as pétalas presa ao brilho cintilo. De que são feitas as minhas flores será que todo dedo aponta espinho? de que são feitas as minhas dores será que todo medo anda sozinho? Minha dobradura desordena o papel vincos de toda altura no carrossel moveis mãos na sobra da linha amassam a mola da farinha. Ainda a mãe vinda de mim então me aparo e abaixo os galhos grito aos ventos árduos enfim resvalo. Sou fêmea e meu leite é farto fato que sacia minha fome lírio branco veste-me no ato no quarto de lua que me consome. Aonde dá pé? sinto a gravidade do mar no ar há o aroma do café e a poesia do luar. - Iatamyra Rocha  "Antes que o mundo acabe, deita-te e prova esse milagre do gosto que se fez na minha boca enquan...

Aos anjos

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"Cem.Consolação" Foto: Suzigan Fotografia Sinto o chão as congruências da areia a tempo quente, fria, seca,úmida, vazia ao vão versos longos e curtos do vento. Intimo ao meu pulso que para o ar ao beijar um incrível recurso de bocas ao se encontrar. É o que quero da vida esses pontos rasgados na pele espantos do meu próprio eu na lida ao negativo que se revele. A verdade é um verso encaixe de rimas na língua moedas de prata ao reverso paradas na mão a míngua. Abro meu coração e em cada átrio habita um pássaro cantando centralização no voo de Lázaro. Imagino essas asas recortadas no papel unidas ao olhar de uma criança e assim é todo o céu caído de amor e esperança. Não há o pecado na maçã se ao seu gosto a mordida alimenta a consciência se veste do divã que toda fera apascenta. - Iatamyra Rocha  "O homem se torna pior e empobrece quando, lançando-se à conquista do externo, vive expulsando sua...

Balada dos corações

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Aviso: "Balada dos corações" foi declaradamente inspirado(no meu coração de fã)aqui: "Coração vazio" Apesar do tempo e do barulho do lugar até quando o vento para de cantar. Apesar desse rio que não para de correr o meu coração vazio só preenche de você. Apesar da música sempre te esperar os versos do mundo nunca param de soprar. Apesar dessa canção talvez te espelhar meu amor por ti nunca vai mudar. Meu amor aqui nunca vai mudar o meu coração pra ti nunca para de cantar. Na última balada há vários corações no topo dessa escada modernas declarações. Até quando o vento para de soprar meu amor por ti nunca vai mudar. - Iatamyra Rocha  "O futuro pertence ainda mais aos corações do que aos espíritos. Amar é a única coisa que pode ocupar a eternidade. Ao infinito é necessário o inesgotável. Extraído do livro "Os Miseráveis" de Victor Hugo.