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Correntezas

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Tela de Assis Costa Artista Potiguar. Sinto-me corrente fluída nos tornozelos aço na língua até os dentes e uma tez branco gelo.   Bola de ferro arrastando o verso no papel seda do cata-vento escrevo dobraduras no dorso na agrura do bom tempo.   Faz sol entre as pálpebras fecho os olhos e atrevo o mundo risco estrelas nas vísceras nesgas de mar profundo.   Diria que as trevas são fecundas afundar o pé no mangue é ouvir o alimento que submerge e inunda até o sangue.   Não é uma carta que escrevo nem um pensamento que me ocorre é chão morte céu e trevo que em mim escorre.   A poesia pode cantar infernos coletando flores nunca sentidas atravessar sem asas todo inverno sem voos suicidas.   Poemas sem datas ou nomes simples beleza no caos ainda presente naquele velho homem Adão Neanderthal.   O pecado açoita o pecador no limite entre o sonho e o espírito alado dentro está o ...

Interiores

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Mais sobre a Artista Ully Flôres No adorno do caminho aonde dá pé? onde as flores tecem o linho? quem dera saber, só tenho fé. Caminho meu pensamento ora apressado, às vezes lento paro as pétalas presa ao brilho cintilo. De que são feitas as minhas flores será que todo dedo aponta espinho? de que são feitas as minhas dores será que todo medo anda sozinho? Minha dobradura desordena o papel vincos de toda altura no carrossel moveis mãos na sobra da linha amassam a mola da farinha. Ainda a mãe vinda de mim então me aparo e abaixo os galhos grito aos ventos árduos enfim resvalo. Sou fêmea e meu leite é farto fato que sacia minha fome lírio branco veste-me no ato no quarto de lua que me consome. Aonde dá pé? sinto a gravidade do mar no ar há o aroma do café e a poesia do luar. - Iatamyra Rocha  "Antes que o mundo acabe, deita-te e prova esse milagre do gosto que se fez na minha boca enquan...

Aos anjos

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"Cem.Consolação" Foto: Suzigan Fotografia Sinto o chão as congruências da areia a tempo quente, fria, seca,úmida, vazia ao vão versos longos e curtos do vento. Intimo ao meu pulso que para o ar ao beijar um incrível recurso de bocas ao se encontrar. É o que quero da vida esses pontos rasgados na pele espantos do meu próprio eu na lida ao negativo que se revele. A verdade é um verso encaixe de rimas na língua moedas de prata ao reverso paradas na mão a míngua. Abro meu coração e em cada átrio habita um pássaro cantando centralização no voo de Lázaro. Imagino essas asas recortadas no papel unidas ao olhar de uma criança e assim é todo o céu caído de amor e esperança. Não há o pecado na maçã se ao seu gosto a mordida alimenta a consciência se veste do divã que toda fera apascenta. - Iatamyra Rocha  "O homem se torna pior e empobrece quando, lançando-se à conquista do externo, vive expulsando sua...

Balada dos corações

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Aviso: "Balada dos corações" foi declaradamente inspirado(no meu coração de fã)aqui: "Coração vazio" Apesar do tempo e do barulho do lugar até quando o vento para de cantar. Apesar desse rio que não para de correr o meu coração vazio só preenche de você. Apesar da música sempre te esperar os versos do mundo nunca param de soprar. Apesar dessa canção talvez te espelhar meu amor por ti nunca vai mudar. Meu amor aqui nunca vai mudar o meu coração pra ti nunca para de cantar. Na última balada há vários corações no topo dessa escada modernas declarações. Até quando o vento para de soprar meu amor por ti nunca vai mudar. - Iatamyra Rocha  "O futuro pertence ainda mais aos corações do que aos espíritos. Amar é a única coisa que pode ocupar a eternidade. Ao infinito é necessário o inesgotável. Extraído do livro "Os Miseráveis" de Victor Hugo. 

Relevos

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Tela: "Cristo" do artista plástico Potiguar Assis Marinho A folha em branco pulsa como um pênis a espera penetro minha palavra na escolha de fazer meu verso soar. Movimento minha poesia como quem morre estendendo braços d'água soltos gozos no ar. Risco raios de sol a queima roupa no chão sinto resquícios de farol sou mar na contramão.   Apelo no pelo zelo pausas nas pautas íngremes ainda me escrevem à faca. - Iatamyra Rocha  "É magnífico ouvir o silêncio daquele homem." - Thomas Hardy

Equilíbrios

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Pular ondas amarelinhas sementes de pinhas na boca de um conde é fonte que não é rinha é ponte entre montes fecunda e marinha. Pular ondas temporizadas é ato falho no mato das caladas é livre poema sem culpa sem vão letras de músicas faladas risco nas veias da contramão lavandas sempre pausadas. Pular ondas tradicionalmente canta profundo eternamente celebra a vida de pontos enraizados é verso lavado na areia da mente ceia que sente e consome seus dados ornados de amor simplesmente. Pular ondas monossilábicas só ouvindo música metálica sentindo pulos da natureza nuvem coesa em arábica infinita mesa dançando pureza semente clareza metalinguística. Pular ondas ritmadas só deixando onda ir ondulada cachos sabem suas pontas gris passas águas salgadas sem ordem e gritos vis libertas palavras. - Iatamyra Rocha  "Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se...

Dobraduras

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  Foto e arte: meu arquivo pessoal. Iatamyra Rocha Page Facebook Iatamyra Dobras no papel risos nos riscos da esquina embebidos no mel entre as pernas da menina. Pungente essas bandeiras clementes ceias ao pão ainda sente as tonteiras ao pico de água e sabão. Vida louca, vida breve ainda nos ouvidos serenos com pás de areias leves nas veias anti venenos. Não disse aquele grito riachos são lama até o gozo diacho! kiss salvou os ritos a fé andava dentro do poço. E agora Maria,José,Sofia,André o que dizer dos rocks and rolls dois cubos de pura maré amar é on the gols. Todo gigante dorme na ignorância pré-estabelecida desencadeando maquina fome num celeiro sem comida. E Chico amou Renata que não amou Elis que amou o que mata mas a deixou feliz. Enredo de escola de samba sou bamba na brasilidade danço na corda bamba equilibrando minha verdade. Fome de que?de quem? libras, livras,livros me livram a mercê,merci no orificiú de ninguém na p...